Eu te amo... Porque faz tantas perguntas?... (Dialogo)

quarta-feira, 29 de maio de 2013


 — Eu te amo.
 — Ama?
— Amo. Não acredita?
— Eu deveria?
— Não sei. Acho que sim.
 — Você apenas acha? — Talvez. Porque não acredita?
— Porque quer saber?
— Curiosidade?
— Você sempre me questiona.
 — Isso te incomoda?
 — Não, é que, eu queria respostas.
— Porque?
 — Suas perguntas me intrigam.
 — Porque te intrigam?
— Você está sempre perguntando.
 — Estou?
 — Está, e sempre responde com perguntas.
— Isso é ruim?
 — Talvez, pois pretendo obter respostas.
— Porque precisa delas?
— É uma necessidade.
 — Uma necessidade?
— Eu disse que te amava, e você me perguntou “Ama?”. Porque?
— Agora você quem fez a pergunta
 — Você afirmou
 — Afirmei?
 — Voltou a perguntar outra vez.
 — Não deveria perguntar?
— Deveria responder.
 — Isso te aliviaria?
 — Talvez. Você pergunta demais.
— E você afirma demais.
— Mais uma afirmação. Doeu?
— Um pouco, porque se importa?
— Não sei. Doeu porque?
— Não lhe dei permissão pra fazer perguntas.
 — Acho que invertemos os papéis.
 — Invertemos?
— Você pergunta demais.
 — Eu que te pergunto, é ruim pra você?
 — E se for?
— Podemos melhorar isso.
 — Como?
— Ainda não sei, se você me explicar o motivo.
 — Você quer mesmo saber?
— Com toda a certeza.
 — Eu gosto das perguntas.
— Não resolveu nada. Porque gosta delas?
— As respostas vêm cheia de significados.
 — E as perguntas vem sempre cheias e dúvidas.
— Eu prefiro a dúvida.
 — E eu a explicação, me deixa mais à vontade.
— Porque?
 — Porque ao menos consigo entender.
— Então você não me entende?
 — Você é confusa.
 — Eu sou?
 — Está sempre questionando, sempre na defensiva, não me dá chances de te entender, nem ao menos se importa com isso.
— É o que você acha?
 — É o que eu tenho certeza
— Isso te incomoda?
 — Porque sempre me responde com perguntas?
— Quer mesmo saber?
 — Quero.
 — Porque as perguntas machucam menos do que as respostas.

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